O hino nacional brasileiro, para mim, tem a melhor letra e uma das melhores melodias nacionais - talvez só perca, em questão musical, para a Marseillaise, hino francês - de todo o mundo. A letra, apesar de um pouco fantasiosa, cria uma esperança de um país melhor. A melodia quando bem executada - sem aquelas versões, exageradas, à americana- é um calmante para a alma.
sábado, 29 de março de 2008
Grande fantasia para o Brasil
quinta-feira, 13 de março de 2008
O Brasil-colônia e a música
Olá a todos!
No dia 8 de março houve duas comemorações importantes para a sociedade brasileira. A primeira, como citamos aqui no Svaragrama, foi o dia internacional da mulher. A segunda foi a celebração dos 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil. Em homenagem a essa data, faço uma leitura acerca da música brasileira da época.
Algo que a maioria dos historiadores concordam é que sem a vinda da realeza dos Bragança, o Brasil não seria o mesmo. Um país unido geograficamente e importante na região poderia não existir, em seu lugar haveria vários outros países menores que teriam em comum somente o idioma.
Dom João VI decidiu mudar a família real, com o apoio da Inglaterra, para fugir do exército francês que adentrava no território português. Num jogo perigoso, enganou a Napoleão e chegou na terra tupiniquim. Aqui, promoveu mudanças na infra-estrutura, na organização do Estado e na cultura, inclusive na música.
No período anterior à chegada da realeza, não havia grandes teatros nem salas de concertos. A música clássica era praticamente restrita aos coventos e igrejas. Mas o povo brasileiro já formava sua identidade musical conhecida até hoje. As rodas de capoeira e de tambores dos negros já era bastante conhecida.
Com a chegada de Dom João, a cultura brasileira mudou. A música era a arte mais apreciada pela coroa. Laurentino Gomes, autor do livro 1808, conta que a realeza "gastava 300 000 francos anuais da Capela Real [sala de concerto] e seu corpo de artistas, que incluíam 'cinqüenta cantores, entre eles magníficos virtuosi italianos, dos quais alguns famosos castrati'..."
As mudanças foram significantes. Mas a principal herança da época é realmente a música de concerto, que foi influenciada pela missão artistica francesa que incluía artistas como Debret e o músico Segismund Neukomm.
As influências do período ainda estão presentes no nosso cotidiano. É uma herança cultural riquíssima.
Até a próxima!
terça-feira, 11 de março de 2008
1001 Discos Para Ouvir Antes De Morrer
Todo mundo tem opinião formada sobre tudo quanto é assunto. Que dirá música. Daí fica difícil aguentar ouvir falar em listas, dos melhores disso, daquilo... A coisa muda no caso deste livro de quase mil páginas com os melhores discos de 1950 a 2007, de rock, pop, jazz, blues, punk, soul, hip-hop etc. Quem opina são 90 jornalistas e críticos de veículos bacanas como Rolling Stone, Mojo, Uncut, Q, Dazed & Confused e Time Out. É com prazer que a gente relembra discos históricos de Bob Dylan, Beatles, Rolling Stones, Elvis, Sinatra, Billie Holliday, Aretha Franklin, Bob Marley, Pearl Jam, Miles Davis, Bee Gees e muitos outros. Os autores tiveram a iluminação de só incluir discos à venda, relançados em CD. Ninguém vai ficar só na saudade. E, falando em nostalgia, na lista não entra apenas velharia: também inclui bandas atuais, como Sicssor Sisters, Arcade Fire, Arctic Monkeys, The Killers... Brasileiros? Caetano, Toquinho, Gil, Jorge Benjor, Mutantes... As escolhas foram sábias. Atire a primeira pedra quem não concorda que Regatta de Blanc é o melhor disco do Police e Ray of Light, de Madonna.E.M.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Piaf
Na última cerimônia de entrega do Oscar, um dos prêmios que mais chamou a atenção foi o de melhor atriz, entregue a francesa Marion Cotillard que interpretou a cantora francesa Edith Piaf.
Édith Giovanna Gassion nasceu em Belleville, um bairro de imigrantes da capital francesa, em dezembro de 1915. Sua carreira teve influência de duas mulheres, sua mãe, que cantava nas ruas e cafés parisienses com o pseudônimo de Line Marsa, e sua avó, que cuidava dela quando criança.
A mãe de Piaf a deixou por um período com a avó paterna que a levava para seu trabalho, um bordel, na época o pai estava lutando com o exército francês na guerra.
O início de sua vida profissional foi impulsionada por Louis Leplée, dono do cabaré Le Gerny's, situado na avenida Champs Élysées. Ele a inseriu na sociedade e a apelidou de "la Môme Piaf", que numa tradução livre significa "pardalzinho", devido a sua pequena estatura. Foi também o dono do cabaré que a ensinou como se comportar no palco e foi quem criou uma das marcas registradas da artista: sempre usava vestido preto em suas apresentações. Ela continuou a cantar em salões da capital francesa até o fim da guerra. Com a morte de seus pais, ela começa a escrever suas próprias canções, entre elas a que dá nome ao filme "La vie en rose".
Após o fim da grande guerra, sua carreira explode no cenário mundial. Fez turnês pela Europa, Estados Unidos e América do Sul.
Dois acidentes marcaram a vida dela durante essa época. Um foi de carro que provocou uma dependência de morfina. O outro foi a morte de seu grande amor, o pugilista Marcel Cerdan, na queda de um avião.
Links:
Músicas de Piaf
As conquistas de Piaf (site biográfico da cantora, em francês)
Visita virtual ao cemitério de Père-Lachaise
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Chico Malandro
Neste dia 15, feriado nacional, estamos trazendo uma "obra-prima" da cultura brasileira.
Segundo o autor, o texto é baseado em duas óperas clássicas, "...Ópera dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill.".
A história se passa num bordel e conta um pouco sobre a malandragem brasileira na década de 1940, época do final da ditadura de Getúlio Vargas. A trama principal fala da rivalidade entre o contrabandista Max Oversease o dono das casas de prostituição, Fernandes de Duran. No meio dessa briga está Terezinha, filha de Fernandes, que se casa com Max.
Na época da estréia da peça, houve uma troca necessária, para a censura, em uma parte da trama. Na qual o texto original era: "Meu amor tem um jeito de me beijar o sexo, e o mundo sai rodando, e tudo vai ficando solto e desconexo" e teve que ser trocada por "O meu amor tem um jeito de me beijar o ventre e me deixar em brasa/ desfruta do meu corpo como se o meu corpo fosse a sua casa".No entanto, a obra manteve sua essência e conquistou o público.O texto também foi adaptado para o cinema e a peça foi revisita em 2000 pelo diretor Gabriel Villela.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Canto Gregoriano
O blog SVARAGRAMA fala de música. Mas que tipo de música? Toda música estará aqui, sendo exemplo para debates ou ainda como auxílio na experiência musical, que esperamos passar.
Por isso vou falar um pouco sobre um estilo de música não muito comum na sociedade moderna, o canto gregoriano.
O canto gregoriano teve origem com o papa Gregório. No século VI, ele reuniu e organizou os cantos religiosos com as festas e cerimônias realizadas durante todo o ano. Ele decidiu reuní-los em um livro que ficou conhecido como ANTIFONÁRIO.
O livro do canto religioso foi, literalmente, preso, com correntes de ouro, ao altar da igreja de São Pedro, Vaticano. Então, ele começou a ser seguido como exemplo de canção cristã. O livro foi muito modificado durante os anos, mas continua sendo seguido, principalmente, pelos mosteiros, que dão continuidade a tradição.
O papa Gregório, no qual o nome gregoriano é inspirado, também criou uma escola que preparava os cantores para o ofício da música. O nome da escola era Schola Cantorum (Escola de cantores, numa tradução livre). O canto gregoriano, apesar de ser, essencialmente, católico, pode ser apreciado por todos. Pois fala de vida e acalma a alma.
As melodias, criadas pelo estilo gregoriano, são belas e puras. Vale a pena conhecer, pois, acima de tudo, é mais música para a nossa vida.
Alguns sites com mais informação:
Analizarte (em espanhol)
Gregorianos.org
Link para download:
Lepanto (MIDI)
Espero que apreciem. Até a próxima!



